UM DIA...
Um
dia, um túmulo, flores, morte...
Por
que não encarar isso com naturalidade?
Nós
somos quais máquinas.
Conserta-se
aqui, ali e chega-se a não ter mais como consertar.
Mas
não ficamos jogados aos abutres.
Encaixotam-nos
e cobrem-nos de flores.
Aqui
jaz!
Que
frase dolorosa esta.
Um
dia eu também estarei numa campa.
Oh!
Morte!
Um
dia verei seu rosto.
Meu
corpo, já sem vida, vai ser enterrado na terra fria e triste.
Destinado
a decompor-se, entregue a putrefação.
Este
meu corpo cheio de vida vai decompor-se.
Destinado
a se tornar pó.
Por
que nascemos?
Por
que vivemos?
Por
que morremos?
A
ciência me responde. A religião também.
E
eu, estática entre dois extremos.
Eu,
confusa.
Agarro-me
a qualquer alternativa?
Hesito!
Um
dia eu irei...
Santa
Rita do Passa Quatro, 14 de dezembro de 1976
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