quinta-feira, 2 de maio de 2013



UM  DIA...

Um dia, um túmulo, flores, morte...
Por que não encarar isso com naturalidade?
Nós somos quais máquinas.
Conserta-se aqui, ali e chega-se a não ter mais como consertar.
Mas não ficamos jogados aos abutres.
Encaixotam-nos e cobrem-nos de flores.
Aqui jaz!
Que frase dolorosa esta.
Um dia eu também estarei numa campa.
Oh! Morte!
Um dia verei seu rosto.
Meu corpo, já sem vida, vai ser enterrado na terra fria e triste.
Destinado a decompor-se, entregue a putrefação.
Este meu corpo cheio de vida vai decompor-se.
Destinado a se tornar pó.
Por que nascemos?
Por que vivemos?
Por que morremos?
A ciência me responde. A religião também.
E eu, estática entre dois extremos.
Eu, confusa.
Agarro-me a qualquer alternativa?
Hesito!
Um dia eu irei...

Santa Rita do Passa Quatro, 14 de dezembro de 1976

sonia delsin 

Nenhum comentário:

Postar um comentário