sexta-feira, 3 de maio de 2013




A CORUJA

Seu território ela demarcava.
Virava fera quando alguém se aproximava.
Protegia seu ninho.
Era a força da vida.
Era o instinto materno.
Era carinho.
Eu a via a gritar quando meu cão começava a se aproximar.
Pensava nos homens...
Nas mães pelo mundo a se dar, a se entregar.
Pensava na minha, nas outras.
Em mim que também sou mãe.
Nos meus filhos que adoro.
A coruja piava. Aflita ela gritava e eu só olhava.
Era noite.
Pra ela era dia...
O meu cão a ameaçava e a pobre sofria.

sonia delsin 

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