sexta-feira, 3 de maio de 2013




CORAÇÃO RASGADO

Você estava nele grudado.
Enraizado.
Era toda minha glória.
E o meu pecado.
Era meu tudo e, contudo...
Algo se passou.
Com um punhal você foi se retirando dele.
Com esta arma tão fatal você me fez tanto mal.
Foi se desgrudando e à medida que se retirava minha alegria levava.
Me sangrava.
Me matava.
E o coração valente ainda se recuperar tentava.
Eu chorava.
Desaguava.
E o tempo passava.
Com a arma empunhada você se esquecia que eu fora a sua bem amada.
Foi um sangrar lento.
Um verdadeiro tormento.
Um dia me dei conta que você tinha ido.
Senti alívio pelo muito que já tinha chorado e sofrido.
Sim, alívio pelo seu partir.
Fora melhor você ir...
Estava machucado meu coração, mas podia se recuperar...
Havia de logo sarar...
E assim se deu...
No lugar que foi seu outro podia morar.
Ou mesmo vazio podia ficar.
Era só cicatrizar.
Coração rasgado não ficaria eternamente a chorar...

sonia delsin 

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