MONÓLOGO
Olá, amigo. Quero lhe falar.
Tenho tanto a lhe contar.
Minha alma dolorida tem horas que só deseja voar.
Meu amigo, eu me machuquei demais nestas estradas que andei.
E você conhece bem o que eu passei.
Estou a lhe chatear querendo desabafar?
Estou a lhe cansar ou consegue mais um pouco me aguentar?
Sabe, ontem alguém segurou minha mão.
Verdade, um amigo. Um irmão.
Ele me falou algo significativo.
Falou que já encontrei o lenitivo.
Falou que no meu viver ainda vou encontrar muito riso.
E que tudo que passei foi preciso.
Amigo, perdoe pelo excesso.
Perdoe se estou sempre contando de meu carinho em prosa e verso.
Perdoe se buscando um diálogo eu acabo me perdendo num monólogo.
sonia delsin
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