sexta-feira, 3 de maio de 2013



CAÍSTE NA PRÓPRIA ARMADILHA

Tu bem armaste.
Uma cilada preparaste.
Com tuas armas favoritas.
Com palavras bonitas.
A pobre pomba branca facilmente cairia.
Ela nunca de uma traição desconfiaria.
Confiava em ti com no próprio Deus...
Suavemente para a arapuca a carregaste.
Ela entrou com os próprios pezinhos.
Ia em busca de carinhos.
Tão bem a enganaste.

Tu a levaste para um abismo, prometendo um céu.
Ela ficou por um tempo perdida, ao léu...
Mas um dia descobriu que suas asas se curavam.
Vôos já aguentavam.
A amplidão é imensa e hoje sozinha ela pensa.
Preparaste sim um ardil e de forma sutil.
Mas sem o saber... a sua própria ruína construiu.

E a pomba voa.
Já nem é pomba porque um milagre aconteceu.
É uma gaivota que mergulha no ar.
E um mar de possibilidades consegue encontrar...

sonia delsin 

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