CAÍSTE NA PRÓPRIA ARMADILHA
Tu bem armaste.
Uma cilada preparaste.
Com tuas armas favoritas.
Com palavras bonitas.
A pobre pomba branca facilmente cairia.
Ela nunca de uma traição desconfiaria.
Confiava em ti com no próprio Deus...
Suavemente para a arapuca a carregaste.
Ela entrou com os próprios pezinhos.
Ia em busca de carinhos.
Tão bem a enganaste.
Tu a levaste para um abismo, prometendo um
céu.
Ela ficou por um tempo perdida, ao léu...
Mas um dia descobriu que suas asas se
curavam.
Vôos já aguentavam.
A amplidão é imensa e hoje sozinha ela
pensa.
Preparaste sim um ardil e de forma sutil.
Mas sem o saber... a sua própria ruína
construiu.
E a pomba voa.
Já nem é pomba porque um milagre
aconteceu.
É uma gaivota que mergulha no ar.
E um mar de possibilidades consegue
encontrar...
sonia delsin

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