LEMBRANÇAS AMARGAS
Que
vontade eu sinto de segurar a vida que passa.
De
apagar da memória as lembranças amargas.
Meus
olhos estão perdidos no passado.
Mergulhados
num mar de lágrimas.
Quantos
obstáculos surgiram em meu caminho.
Quantas
vezes eu quis sair correndo.
Gritando
como louca do meu ódio, do meu medo, da minha dor.
Da
dor de ser um ser humano num mundo cruel.
As
dores mutilaram meu corpo e minha alma.
Eu
desejei sair por esse mundo afora.
Sair
como uma folha morta varrida pelos ventos.
Sinto
pesar dentro de mim o cansaço de ter vivido tanto.
De
ter visto tanta injustiça.
Tanto
desamor, tanta hipocrisia.
Carrego
a tristeza do mundo em mim.
Quando
tenho tanto para ser feliz.
Santa
Rita do Passa Quatro, 12 de dezembro de 1976
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