COMO EU SOU
Não,
eu não perdi esse dom natural.
Esse
dom que faz a caneta correr sobre o papel branco.
Eu
sofri muito pelos caminhos da vida.
Eu
vi desmoronarem muitos sonhos.
Eu
vi e vivi a realidade dura.
Houve
alegria também, muita alegria.
Houve
um pouco de tudo e houve até o nada.
Mas
são justamente os altos e baixos que me fazem escrever.
E
no papel eu coloco a minha alma.
Aí
eu me sinto leve e solta.
Então
conto das minhas saudades.
Da
solidão, da angústia, do medo, do amor e da paz.
Sou
romântica, uma incorrigível e louca sonhadora.
Gosto
do mato, do cheiro do verde.
Gosto
de borboletas, de flores, de pássaros.
Amo
a liberdade, amo correr, pensar, amar.
Amo
escrever e ir me soltando sem preconceitos.
Gosto
de falar do amor, de Deus, de mim, de alguém.
Gosto
de falar da minha infância.
De
meus filhos, do amor da minha vida.
Mas
é assim que gosto de contar tudo, escrevendo.
São
Carlos, 05 de fevereiro de 1993
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