quinta-feira, 2 de maio de 2013



BORBOLETA

Para que está a chorar, coração?
Por que as folhas caem?
E as árvores ficam nuas?
Ah! Coração!
Eu o conheço bem.
Sei que o vento frio lhe traz lembranças.
Uma tristeza sem tempo e sem lugar.
Ela que vem dos confins do tempo.
Sei coração que ela nasceu
Uma dor que dói quando as folhas caem.
É a tristeza que o inverno traz.
É a lembrança das coisas mortas.
A morte aparente da natureza me deixa melancólica.
Mas logo que noto as árvores cobertas de folhas novas.
A natureza em festa; transformo-me numa borboleta.

Santa Rita do Passa Quatro, 11 de maio de 1985

sonia delsin 

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