ASSIM NÃO
Já
não sou a menina de rosto coberto de sardas.
Agora
sou mulher.
Mas
procuro a menina ainda em mim.
Escondida
num cantinho qualquer.
Já
não sou a mesma de antigamente.
Fui
perdendo pelos caminhos.
Aquela
fantasia que era maior que eu.
Aquela
maneira de crer em tudo cegamente.
Naquele
tempo era tanta a poesia em mim.
Que
transbordava por todo meu ser.
Era
disso que eu falava o tempo todo.
Eu
era bem assim.
E
fui perdendo isso,
perdendo
o viço.
Agora
me agarro à vida
como
a uma tábua de salvação.
Meu
Deus! Não quero uma vida assim.
Quero
voltar a sonhar, imaginar, fantasiar...
Se
não consigo já não sou mais eu.
São
Carlos, 01 de março de 1992
sonia delsin

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