terça-feira, 30 de abril de 2013




UMA CARTA DE ADEUS

Sobre a mesa ela espera que alguém a pegue.
Com as mãos trêmulas a moça a tomará entre os dedos finos.
Os olhos hão de correr as linhas se encharcando.
Já antevejo o choro.
O pranto sentido.
Já posso quase ouvir os lamentos.
Por que tantos sofrimentos?
Por que tantas vezes preciso conhecer fatos?
Por que lembranças tão antigas quando observo velhos retratos?

sonia delsin 

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