UMA CARTA DE ADEUS
Sobre a mesa ela espera que alguém a pegue.
Com as mãos trêmulas a moça a tomará entre os dedos
finos.
Os olhos hão de correr as linhas se encharcando.
Já antevejo o choro.
O pranto sentido.
Já posso quase ouvir os lamentos.
Por que tantos sofrimentos?
Por que tantas vezes preciso conhecer fatos?
Por que lembranças tão antigas quando observo velhos
retratos?
sonia delsin
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